Bi-Den-For Cap. 2
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Bi-Den-For

Capítulo 2 — Estranhos.

Chegando na escola, tive surpresas boas e ruins, as maravilhas que vi e ouvi falar são totalmente diferentes quando estavam á minha vista, o mundo da magia é simplesmente indescritível.
O lado ruim eram os olhares que os outros alunos me jogavam, todos com seus devidos chalés e eu com roupas comuns, me sentia um impostor.
Passei pelo chapéu seletor e sem nenhuma surpresa, cai na casa da Corvinal onde meu pai e meu irmão se formaram.
Conhecemos nossos quartos e outras áreas do castelo num tour e aprendemos alguns truques basicos que durou a tarde toda, jantamos no grande salão sobre o céu estrelado e o banquete foi ótimo, agora estou aproveitando o pouco tempo que tenho admirando o luar no campo do castelo ao lado de uma árvore pois ja-já iremos para nossos quartos.

–Ei você! Garoto — Uma voz chama a minha atenção e desvio meu olhar para a direção dela, era uma garota.

— Eu? — Aponto para o dedo para mim.

— Está vendo mais alguém aqui? é claro que é você.

Ótimo, a minha paz acabou.

— O que faz aí sozinho, quer uma corda? — ela me olha desconfiada.

— O que? Não! Acha que vou cometer suicídio?

— Bom, geralmente é o que pessoas excluídas fazem nos filmes e nos livros, mas acho que no seu caso não é para se enforcar.

— Olha, eu só estou apreciando a vista e tentando aproveitar a minha paz.

— De baixo do Salgueiro Lutador? — ela faz uma expressão de dúvida.

— Aham, achei que como ele é perigoso, ninguém viria aqui pra me perturbar, parece que me enganei — olhando por esse lado, até que seria um suicídio.

— Acredite, com tantas coisas para visitar, esse seria o local com mais alunos para tirar uma selfie ou virar um lobo se é que me entende — Ela ri um pouco.

essa garota misteriosa tinha um sorriso bonito, seus cabelos eram longos e loiros e se cacheavam até às costas, seus olhos eram bem verdes lembrando uma esmeralda e seu rosto tinha pequenas marcas escuras se destacando em sua pele branca rosada, pouco vi de seu corpo pois ela estava coberta por uma capa escura até os pés deixando amostra apenas os seus sapatos verdes, acho que era da sonserina.

— Hanna! Roubei uns bolinhos de dois menó da soncerina, aqueles moleques são realmente sonsos — Um garoto alto e parrudo chega perto da garota falando com a boca cheia, ele me encara de cima a baixo.

Esse garoto parecia ter um metro e noventa de altura, sua pele era morena com um cabelo curto em cima com cachos desleixados, mas cortado dos lados fazendo um degradê, sua aparência não era comum pois suas sombrancelhas estavam com dois riscos em cada uma, suas vestimentas eram maltratadas pois a uma parte de sua camisa amassada saia para fora da calça, ele vestia um tipo e jaqueta escura e seu cachecol listrado em vermelho e laranja denunciou a sua casa da Grifinoria

— Ah, valeu Rodolf...— antes dela terminar a frase, o garoto a interrompe.

— Qual é a do Zé roéla... tá te incomodando? — ele me olha com uma expressão raivosa e intimidadora enquanto amassa o bolinho que se esfarela em sua mão.

— Na verdade, é o contrário — ela ri — esse é aquele garoto mal vestido da Corvinal, achei que estivesse preso então... Eu vim checar.

— Para a sua informação, eu não estou preso, eu me chamo Mikael e vim aqui para apreciar as maravi...— antes de eu terminar de falar, o garoto me interrompe.

— Blá Blá Blá, não perguntei o seu nome o projeto de periquito – ele se vira para a garota e ergue a sua mão com o outro bolinho — enfim, vi que você não comeu nada então eu te truce.

A garota pega o bolinho da mão dele e o mesmo se agacha na frente dela.

— daqui a pouco nois vai dormi, se alguém da sonserina implicar com você, é só me avisar que vo leva prás ideias.

Ele se levanta enquanto ela acena com a cabeça, o mesmo olha para mim com uma expressão intimidadora e anda para dentro do castelo com as mãos no bolso, a garota olha para mim constrangida com seu rosto ficando vermelho.

— Me desculpa por essa apresentação, Rodolfo só estava tentando me "proteger"— ela faz um gesto de aspas com a mão.

— Rodolfo? Nome esquisito, ele é seu irmão ou algo assim?

— Não, ele é apenas um amigo de infância, veio de uma cidade do Brasil com um nome bem estranho... eu acho que era São Paulo.

isso explica o jeito bizarro de falar, quase não consegui entender a maioria das palavras.

— Então... Mikael não é? que tal entrarmos no castelo antes que um professor nos pegue e tirei pontos das nossas casas já no primeiro dia? — Ela pergunta colocando o dedo indicador no lado da bochecha.

— Seria uma boa ideia, minha fama já está ruim por não usa o chalé, não quero criar um motivo para realmente me odiarem — Pulei em diferentes direções do gramado até chegar em Hanna que se assusta.

— Por que fez uma dança de balé? — Ela faz uma expressão de dúvida e estranheza.

— Chamo isso de dançar com a morte, um erro num pulo desses e viro patê.

Hanna ri um pouco e assim entramos juntos no castelo conversando e nos conhecendo pouco a pouco